PRR. Governo diz que reprogramação permitiu incluir aumento de custos de 19%

A Comissão Europeia aprovou a revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, que contempla agora uma verba de 22,2 mil milhões de euros. A ministra da presidência, Mariana Vieira da Silva, diz que esta reprogramação permitiu incluir um aumento de custos de cerca de 19%.

RTP /
Questionada sobre os atrasos no PRR durante a conferência de imprensa na Presidência do Conselho de Ministros, a ministra da Presidência afirmou que o Governo se foi adaptando aos obstáculos e que o trabalho com a Comissão Europeia foi "muito intenso".

"Com esta aprovação, a Comissão Europeia reconhece a estratégia e a coerência do plano que o nosso país tinha apresentado e destaca mesmo o reforço de alguns elementos fundamentais que fazemos e que permitem assegurar que estamos no caminho certo de uma estratégia para um desenvolvimento sustentável do país", afirmou.

A ministra salienta ainda que a aprovação desta programação "vai permitir que possamos dar por concluídas as metas previstas no terceiro e quarto desembolso, o que significa que voltamos a encerrar o ano de 2023 tendo cumprido plenamente as metas previstas para este período".

Mariana Vieira da Silva adiantou que o Governo vai pedir o terceiro e quarto pedidos de desembolso do PRR "no dia seguinte" à aprovação da reprogramação do plano por parte do Ecofin, em outubro.

Mariana Vieira da Silva reiterou que a reprogramação trouxe mais dinheiro ao país.

"Com esta reprogramação, nós conseguimos incluir um aumento de custos de cerca de 19%. O resto da diferença destes 19% será suportado por verbas do Orçamento do Estado no valor de 1.300 milhões de euros distribuídos pelas várias componentes", explicou.
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